segunda-feira, 27 de abril de 2009
Apresentação em Lisboa
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Chegou a Hora da Vida!
olhos. Eles aguardam serenamente as suas palavras. São
momentos em que o tempo quer parar, momentos em
que a vida dá lugar a um falso silêncio. A sua voz está
tremida, com as palavras a enrolarem-se na garganta.
Treme as mãos. Tem o olhar fixado num papel. Todos se
mantêm calados, pois sabem que é importante que ela
consiga ter a coragem de falar, de abrir os pensamentos
e partilhá-los. Afinal é por isso que eles ali estão. A terapeuta
decide tocar-lhe no ombro, deixando ficar a mão
como sinal de confiança. Entretanto, a porta dos fundos
abre-se. O olhar de Luísa é desviado para junto dessa
mesma entrada. É o Dr. Álvaro. Aproxima-se, pedindo
desculpas pelo atraso. A terapeuta pega numa cadeira e
coloca-a junto a Luísa. O médico senta-se e dá-lhe amão.
Ela sente-se mais aconchegada, mais firme. Nesse instante,
parece que o rio das frases brota da boca dela."
domingo, 19 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Palavras para quê?
Esta pequena curta-metragem ganhou o Festival Tropfest, na Austrália. Sabem qual foi a câmara de filmar? Um telemovel. E o orçamento? Cerca de 30 euros... é feito de simplicidade e sabedoria. E afinal a Vida, toda ela, também se diz.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
“Os Senhores da Vida e da Morte” (Mill-Books), de Carlos Almeida, chega a 23 de Abril
08/04/2009 · Nenhum Comentário
A 23 de Abril chega às livrarias o romance do português Carlos Almeida “Os Senhores da Vida e da Morte”, editado pela Mill-Books. O romance tem a particularidade de surgir em duas capas distintas: edição Senhores da Morte (tem dois corvos) e a edição Senhores da Vida (ilustrada com mãos).
A sessão de lançamento será na livraria Ler Devagar (LX Factory, Alcântara, Lisboa), às 19h00, estando a apresentação do livro a cargo do comendador António Laranjo.
Esta obra, densa e intensa e apresentada em forma de mosaico de vidas, lança uma série de questões: “Mas afinal onde começa a vida e onde acaba? E onde a nasce a morte? Afinal será este corpo o todo da vida ou seremos muito mais do que a sua simples existência? E onde começam a fronteiras mais verdadeiras do nosso pensamento? A moral, a religião, a ética, o direito à morte, o direito à vida, a eutanásia…? Será que a eutanásia se resume às leis escritas ou também se rege pela lei mais frontal de todas, a da consciência? E onde termina o domínio da religião para explicar o sofrimento? E o medo de perdermos alguém poderá provocar-nos o medo de viver? Até onde os medos nos podem condicionar a vida?”
E, lembra, também: “É sempre cedo demais para se morrer, mas nunca é tarde demais para se começar a viver.”
in Porta_livros, um blog de Rui Azeredo. http://portalivros.wordpress.com/
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Dia 1. Um Poema.
A morte nada é.
Eu apenas estou do outro lado
Eu sou eu, tu és tu.
Aquilo que éramos um para o outro
Continuamos a ser.
Chama-me como sempre me chamaste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom da tua voz,
Nem faças um ar solene ou triste.
Continua a rir daquilo que juntos nos fazia rir.
Brinca, sorri, pensa em mim,
Reza por mim.
Que o meu nome seja pronunciado em casa
Como sempre foi;
Sem qualquer ênfase,
Sem qualquer sombra.
A vida significa o que sempre significou.
Ela é aquilo que sempre foi.
O ‘fio’ não foi cortado.
Porque é que eu, estando longe do teu olhar,
Estaria longe do teu pensamento?
Espero-te, não estou muito longe,
Somente do outro lado do caminho.
Como vês, tudo está bem.
Henry Scoot Holland

