sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tributo!



A morte nada é.

Eu apenas estou do outro lado

Eu sou eu, tu és tu.

Aquilo que éramos um para o outro

Continuamos a ser.

Chama-me como sempre me chamaste.

Fala-me como sempre me falaste.

Não mudes o tom da tua voz,

Nem faças um ar solene ou triste.

Continua a rir daquilo que juntos nos fazia rir.

Brinca, sorri, pensa em mim,

Reza por mim.

Que o meu nome seja pronunciado em casa

Como sempre foi;

Sem qualquer ênfase,

Sem qualquer sombra.

A vida significa o que sempre significou.

Ela é aquilo que sempre foi.

O ‘fio’ não foi cortado.

Porque é que eu, estando longe do teu olhar,

Estaria longe do teu pensamento?

Espero-te, não estou muito longe,

Somente do outro lado do caminho.

Como vês, tudo está bem.

Henry Scott Holland.

1 comentário:

Filoxera disse...

Esta é uma grande questão nas nossas vidas. A continuação. Para os crentes, a ressurreição da alma, e mesmo estes, lidam mal com a morte. Para os restantes, a fantasia, o querer levantar a hipótese de que um dia nos juntaremos àqueles de quem já temos muitas saudades...
Um beijo.